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Siga o coelho e entre na toca, Aqui você vai encontrar textos sobre várias coisas te convidando a refletir. Mas lembre-se, eles foram escritos por alguém e expressam uma opinião, não uma verdade, você pode discordar ou não. * Spoilers estão identificados e ocultos, para ler selecione o trecho.

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domingo, 17 de julho de 2016

O Fim de Uma Era, O Início de Uma Lenda




O dia 15 de julho pode parecer uma data como outra qualquer, mas se você é um fã de Harry Potter sabe que ela representa o marco do fim de uma era na vida de uma legião de tantos outros fãs- e se não é, não conhece o sentimento único de ter vivido essa era. O dia do lançamento do último filme colocou fim a toda a trajetória narrativa definitivamente e matou o sentimento de esperar por algo mais um ano, mais um mês, mais um pouco, mais uma teoria… mais uma esperança. Colocou um ponto final - necessário em toda grande estória - e lançou-o para a história com todo seu mérito.



Moça, a senhora não está sendo tendenciosa? ~estou sim, é um relato de fã ~ ah, ok

Ser fã de Harry Potter é especialmente peculiar quando, em primeiro lugar, você acompanha sete anos da vida dos personagens vendo eles crescerem e se desenvolverem em momentos delicados como a infância e adolescência - na maioria das vezes junto com você, independente da sua idade ou do momento em que você viva estará crescendo e amadurecendo junto com eles. Isso é particularmente único e traz uma experiencia de imersão naquele universo narrativo.

Com personagens profundos, complexos e humanos, tão humanos que em meio a trevas e luz de cada um vemos seus medos e anseios mesmo naqueles mais sombrios entre metáforas e simbolismos. Um mundo mágico com o bem e mal relativos e distorcidos que faz com que se enxergue um pouco de nós em cada personagem criando uma identidade e afinidade com a estória. Entre tantas mensagens que a estória traz, a discriminação óbvia e latente entre bruxos/não bruxos se destaca como uma metáfora para vários problemas reais puxando nas entrelinhas todas as outras. Você que já sofreu com algo, é uma pessoa diferente dos colegas da escola, tem problemas com sua família ou tem uma renda mais baixa, ou não tinha nenhum desses problemas mas precisou lidar com algo pessoal em algum momento vai se sentir representado de todas as formas possíveis nas entrelinhas desse mundo mágico e secreto cheio de mensagens profundas por trás da narrativa simples e acolhedora.


Disfarçado de ~livro de criança~ a estória é, no fundo, com toda a simplicidade de seu texto uma releitura da segunda guerra com simbologias de grandes problemas reais que enfrentamos ainda nos dias de hoje. Para pessoas de todas as idades, com uma fundamentação narrativa estruturada de forma que suas mensagens toquem a cada um de uma forma diferente agindo em suas necessidades pessoais e indicando-os caminhos. Conforme seus leitores crescem e amadurecem, os personagens também crescem, mas nunca estarão velhos demais para esse mundo com tantas leituras e níveis de interpretações diferentes.

Se ~ Palavras são, na minha não tão humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia. Capazes de ferir e de curar., segundo Alvo Dumbledore ~ a autora fez delas seu melhor uso dando aos fãs da saga uma experiencia especial em seu percurso e ensinamentos.

Com dois dias de atraso, deixo meu muito obrigada a J.K.


~After All This Time?
Always

sábado, 16 de julho de 2016

[Watt-O-Que?] O Banco dos Leões


Vocês devem conhecer o Wattpad, não? Uma plataforma para postagem e leitura online, hoje uma estória que acompanho e gosto chegou ao seu primeiro 1k de leituras e decidi escrever uma critica sobre ela fazendo um post diferente aqui no blog. Entre tudo o que já li é o texto mais diferente que já vi e vou dizer o motivo ;)



Essa é a sinopse apresentada pelo autor:


Há muitos anos, o General do exército leonino, Tukufu, roubou a chave do banco da Cidade dos Cervos, que hoje sofre com uma grande crise econômica. Nos dias atuais, os cervos convivem com as privações, e, enquanto sua nação definha, correm o risco de morrer de fome. "O Banco dos Leões" conta a estória de Abbo, uma corça antropomorfizada que acaba recebendo a missão de ir à Cidade dos Leões e recuperar a chave de seu bando. Durante sua jornada, ela usará uma juba falsa para não ser descoberta - e, provavelmente, devorada. Este livro usa animais como alegoria para falar sobre o orgulho humano, que nos fortalece e enfraquece ao mesmo tempo. Em um mundo onde a política é fonte de poder dos comedores de carne, a língua é a melhor arma para uma corça camuflada.
Gênero: Aventura
Usuário: Leonardo-J-Santos

Nota:




O livro permite duas leituras: uma superficial dentro da literatura fantasiosa, para um público livre desde crianças até adultos com uma linguagem simples e uma leitura fácil que flui muito bem. A segunda é mais profunda e metafórica com analogias e referencias da nossa realidade em forma de ficção e aventura com animais falantes nos guiando pelo universo imaginário da corça Abbo.

Com a imersão nesse mundo formado por animais e tão realístico a ponto de ter um sistema politico com prefeitura e crises econômicas, encontramos delicadas questões sociais e relações pessoais. Personagens complexos e profundos que em seus atos mostram um reflexo do meio em que vivem e as necessidades de sua comunidade, suas personalidades únicas e suas motivações - cada um com suas necessidades para manter a salvo seu respectivo povo e/ou família. O leitor encontra nos detalhes uma critica social e um espelho das ações humanas no meio de jogos políticos, embalado por um texto bem humorado e leve.

Nós temos uma diversidade muito vasta a nossa disposição, mas O Banco dos Leões é peculiar em sua narrativa pela forma como aborda os assuntos tão naturalmente, te carregando para dentro de um mundo encantador com animais falantes com seus problemas para resolver enquanto você caminha ao seu lado sem se dar conta - num primeiro momento - da complexidade desses elementos preocupando-se apenas com as resoluções de tais questões pessoais de cada um deles. Afinal, Abbo precisa recuperar a chave para seu bando e você precisa andar ao seu lado e descobrir o que acontece. É sem duvida o texto mais diferente e encantador que já li, com uma profundidade especialmente unica em meio a esse mundo.

A estória se encontra nesse link:
https://www.wattpad.com/story/63425192-o-banco-dos-le%C3%B5es/parts

Página:
https://www.facebook.com/obancodosleoes/


sexta-feira, 15 de abril de 2016

Um Filme Grande Para Mentes Pequenas




A internet é um país muito curioso onde acontecem todas as tretas e controvérsias - curiosa e obviamente também é onde esses textos são escritos, olha só. - nós recriamos palcos de grandes guerras como Sith x Jedis, Guerra Civil, fora outras guerras que se desdobram nos comentários de pessoas como eu ou você em artigos críticos ou posts de redes sociais porque, afinal, uma peculiaridade do ser humano é essa coisa de ter que estar certo. E, convenhamos, críticos não estão exatamente certos, a maioria sequer entendeu bem o conceito de critica - não, não é criticar algo de forma absolutamente negativa. Se você abstraiu os críticos e foi assistir seu filme - seja qual for - , parabéns. Mas, se você entrou na onda da critica dos grandes sites ou das redes sociais (desculpe) você é um babaca. Dai nasceu uma nova guerra: críticos x fã do filme x fã da HQ x … fã da Marvel x fã da DC - não pera -  x ( … ) x nada não eu só curto uma treta mesmo.

Verdade incontestável número um: um filme ou uma série sempre será uma adaptação e nunca a obra original de onde a estória saiu. Número dois: nunca caberá em duas horas tudo o que gostaríamos de ver e entender; diretor, roteirista e editor não fazem milagre - mentira, faz sim, acredite porque você nem imagina o que eles fizeram para você poder assistir seu filme. Agora que você entendeu essas duas verdades podemos conversar. Eu estava tentando entender essa divergência entre amor e ódio pelo filme Batman vs. Superman (com a licença de vocês vou discutir ele hoje / fica a vontade miga / obrigada) e, veja eu li várias criticas e comentários,  cheguei a conclusão que as pessoas não falavam do mesmo filme. ~mas é possível? Sim ‘-’ ~ Possivelmente os grandes críticos ganharam bem para falar mal, boa parte dos leitores da HQ também receberam para procurar divergências e furos e uma parcela estava lá só para ver a parte positiva mesmo.



Em um cenário sombrio - sim raios, o que se esperava? tudo colorido, bonitinho e feliz? Porque diabos até isso foi um problema? - temos um Superman enfrentando um momento critico no qual a confiança da população foi abalada e desencadeou seu questionamento moral sobre sua função entre as pessoas. Do outro lado temos o Morcego justiceiro combatendo o crime em Gotham. Ambos tem concepções diferentes, histórias diferentes e abordagens diferentes para lidar com o crime, suas origens e histórias interferem claramente em seu desenvolvimento e levam ao que eles se tornaram. A perfeição e benevolência extraterrestre, impossível de ser alcançada por um ser humano, obviamente rejeitada por muitos porque você rejeita aquilo que não te é natural e que você sabe que jamais vai atingir; e a fuga da realidade de um humano que usa a caça contra o crime para fugir de uma realidade e superar traumas do passado. Enquanto Superman prefere ser Clark, Wayne prefere ser Batman atrás do disfarce controverso que ajuda a superar seus traumas e coloca a justiça em suas mãos. Uma justiça tão questionável que coloca em xeque a moral relativizando-a -  bandido bom é bandido morto? - mas tudo bem, ele está combatendo o crime. Ironicamente é muito mais fácil para a população (e os espectadores) se identificar com Batman do que com um desastrado Superman que em sua perfeição de bondade e falta de humanidade - criado e educado para ser bom - causa tantos problemas para pessoas de fato inocentes.


[Spoiler] Segundo sua concepção moral, Superman não aceita a metodologia de caça a criminosos implantada em Gotham; por outro lado os últimos acontecimentos no deserto seguido pela explosão que o mesmo não foi capaz de impedir ou sequer prever foram suficientes para inclui-lo na lista de criminosos de Batman como alguém que merece tanta confiança da população como qualquer outro bandido. Ironicamente, em suas concepções, ambos estavam certos. Suas crenças e valores só fizeram com que afundassem cada vez mais nos jogos de Lex jogando um contra o outro, mergulhados no abismo que haviam entrado foram incapazes de ver que existia um problema real entre eles, maior do que a questão moral de caçar criminosos ou colocar civil em risco - enquanto que para ambos a questão sempre foi proteger a cidade, por um meio ou outro. [/Spoiler]

Aparte controvérsias e diferenças quaisquer, - porque não li mesmo e ainda que tivesse lido não era isso que queria colocar - eu me pergunto se alguém enxergou todo o paradoxo de identidade e a complexidade do dilema moral, porque é tão bom e diferente de tudo que já tivemos até aqui. Porque temos essa identificação tão controversa.

Se ainda assim você não gostou, você assistiu errado. Assista de novo.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Retrospectiva 2015 ~ Parte 1




Essa é aquela época em que olhamos para trás e fazemos um balanço do ano e da vida. Então decidi fazer a mesma coisa com as séries que vi esse ano, porque não? Deixo aqui um balanço delas e mini reviews bem básicas afinal, elas fizeram parte da minha vida esse ano e em alguns momentos me fizeram realmente viver esse universo ou repensar a vida.

** O ícone da nota é do aplicativo TVShowTime, para administrar as séries que você assiste, super recomendo ;) Disponível para android, IOS e com versão para web.

Better Call Saul


Nota:

Esse é um Spin Off que se passa seis anos antes de Saul Goodman conhecer Walter White, ou melhor, seis anos antes de Saul Goodman ser Saul Goodman. A série conta a trajetória de Jimmy McGill tentando ganhar a vida como advogado de pequenas causas. Nesse percurso descobrimos ainda que antes disso ele foi um outro Jimmy e agora busca alinhar sua vida financeira e endireitá-la. E, olha só se não vemos um Mike seis anos antes de Walter também.

Confesso que achei o começo arrastado, mas a partir de um momento eu gostei de verdade. Cumpre o propósito de mostrar a evolução do personagem até o momento em que ele se encontra da forma como o conhecemos em Breaking Bad e isso é feito muito bem e com toda coerência.

House


Nota: 

Essa série estava na minha lista há um bom tempo e eu sempre adiava porque era muito grande e eu andava com muita coisa para fazer e um dia decidi começar. Esse foi meu erro - ou não - porque eu, ainda não entendo como, assisti tudo em menos de vinte dias. E se alguém perguntar, isso é humanamente impossivel. Mas eu fiz e, sim, eu fiz meus compromissos, dormi, comi, vivi… Mas House passou a fazer parte da minha vida de uma forma que nem eu acreditava. Eu podia dizer que esse era um comentário tendencioso de fã, mas fiz questão de contar essa historinha para mostrar que vi como quem não queria nada e a série me ganhou.

House é uma lição de vida em vários sentidos possíveis, é um drama profundo sobre uma mente complexa. Quando a vida está acima da ética e da moral, a verdade é mais valiosa que tudo e sentimentos nem sempre ficam onde se pode ver. O melhor e o pior do ser humano é jogado na sua cara num cotidiano mais denso possível: um departamento de diagnostico onde a vida e a morte estão em jogo. House te ensina de todas as formas possíveis a ser uma pessoa melhor.


Sense8


Nota:

Ah, você vai falar que gostou porque tá na moda, porque é dos irmãos lá que ninguém sabe escrever o nome, porque tem umas paradas LGBT - Perae, deixa eu dizer porque achei bom? - certo o blog é seu moça - obrigada.

Muito bem, eu assisti o primeiro episódio e achei confuso, vi o segundo e a série só foi fluir pra mim no terceiro. Então achei genial, eu senti que estava no universo dos irmãos Wachowscki. Mas não é por causa deles que eu gostei. É todo o lance complexo das relações entre as pessoas e seus significados, as conexões … Não se trata de falar sobre sexualidade, como as pessoas se apressaram em comentar fosse para defender ou criticar, é mais que isso: é sobre as conexões humanas. Para isso é inevitável tocar na sexualidade, machismo, drogas, criminalidade...  A complexidade que conecta as pessoas.


The Returned



Nota:

É muito bom. Muito. Mas me frustrei bastante com o fim porque foi cancelado e a temporada termina com muita ponta solta, você fica desesperado para entender certos personagens e fatos e PUF, acaba. Vai chegando perto do final e você tem a sensação de que falta acontecer muita coisa e não terá tempo para tudo. Logo você verá que estava certo. Então descobre que foi cancelado. Assiste, eu podia dar menos pontos só por causa disso, mas assiste que é bem legal.
Mas parece que a original francesa está de pé então rola tentar assistir ela.

Alguns moradores de uma cidade voltam a vida e retomam ela exatamente do ponto onde pararam sem se dar conta que haviam morrido. Isso não é spoiler viu, está na sinopse. Bem, não é como se fosse a coisa mais normal do mundo então não é como se estivesse tudo bem.


The Fall


Nota:

Aqui acontece algo bem interessante e, para mim, genial. A série te apresenta ao mesmo tempo investigador e assassino. Enquanto Stella Gibson procura pelo assassino - um serial killer -  de mulheres em uma cidade, nós acompanhamos as ações do próprio assassino. Diferente de muitas outras séries e filmes que perseguimos ele junto com o detetive. Talvez porque não seja a investigação o mais importante, mas sim entender a mente dele e ver ambos caminhando juntos, muitas vezes tão próximos.
Eu realmente recomendo isso.


12 Macacos


Nota:
~~

Moça, cê deu nota acima do possível ou os outros que foi abaixo?
Então...
Olha, meu comentário aqui é tendencioso viu. Quem conheceu a série há pouco tempo pode não saber, mas ela é baseada no filme de 1995 que eu assisti por volta de 2001 e virei muito fã. Eu gosto muito desse lance de viagem no tempo e esses paradoxos, então descobri que fizeram a série esse ano e fiquei muito contente.


Estamos em 2043, a maior parte da população foi dizimada por um vírus (esqueçam zumbis ok, é um vírus mortal apenas) e Cole volta até 2015 para descobrir como esse vírus se espalhou e como impedir o fim do mundo. Bem, as coisas não são tão simples, óbvio, ele é levado de uma pista a outra e entra literalmente numa perseguição através do tempo e contra o tempo (antes que chegue em 2017, quando o vírus matou 7 bilhões de pessoas).


Scream


Nota:

Baseado na série de filmes Pânico, temos aquele lance de dentro da série rolar uma análise de outras séries e filmes e isso não deixa de ser divertido porque você sente vontade de entrar lá e opinar, dizer que concorda ou discorda ou ainda inserir outra alternativa na roda de conversa. E, eu não posso deixar de dizer que o núcleo nerd é realmente legal - mais que isso, o trio cool é formado por duas garotas e um garoto, olha só! Bem, a trama segue aquele esquema de Serial killer e tal. O final me me surpreendeu, eu estaria mentindo se negasse viu. Mas ai você me pergunta porque não dei nota máxima, pelo clichê do geral, só. Mas se perguntar, eu recomendo, é legal.


**Leia a parte 2 AQUI**



Retrospectiva 2015 ~ Parte 2



**Leia a parte 1 AQUI**

Fear The Walking Dead


Nota:

A proposta é mostrar o que acontece em The Walking Dead durante o coma de Rick, com outros personagens, outra família, outra cidade… apenas nos contar como está o mundo enquanto ele está no hospital. Ele acorda do coma e encontra o mundo mergulhado no caos de um apocalipse zumbi e todo mundo se pergunta como isso aconteceu, Fear é um spin off que chega para explicar o que acontece nesse intervalo de tempo que The Walking Dead pulou.

A promessa é o começo do apocalipse, a promessa é cumprida nesse ponto. Já no sentido de se passar antes de The Walking Dead, pra mim ela é falha. Os personagens assimilam e aceitam muito mais fácil do que os personagens de The Walking Dead, sendo que está acontecendo muito antes da cronologia da série de Rick. Por isso a nota. Para os fãs da franquia, vejam e tirem suas conclusões.

Scream Queens


Nota:

Essa é a melhor pior série.
Moça porque você deu nota baixa se é a melhor não sei o que?
Bem, estou dizendo… Melhor pior série… Pense numa versão de “Todo mundo em panico” para Scream. Eu desanimei no meio da temporada, mas continuei porque não consigo largar as coisas. Não é a pior coisa do mundo, é só: “Sério? ._.” E é engraçado.
Temos um assassino em serie num campus da faculdade, irmandade, investigação interna… um pouco de comédia...
Veja, mas só se não tiver mais nada na sua lista.


Blindspot


Nota:

Vamos abrir um aparte aqui, geralmente eu assisto o piloto e ok. eu continuo vendo para saber se gostei ou não. Mas com essa série foi diferente, o piloto foi decisivo de uma forma bem positiva, eu posso dizer que ele me fez decidir continuar porque ele simplesmente me fisgou.

O que acontece: uma mulher é encontrada no meio da Time Square sem memória com o corpo coberto de tatuagens e uma delas é o nome de um agente do FBI. Passam a investigar cada uma das outras e se enfiam num verdadeiro labirinto caindo em casos como se o corpo dela fosse um mapa do tesouro. Pense num caça ao tesouro muito, mas muito sinistro. Cada tatuagem é um enigma a ser decifrado que leva a um caso ela própria é um grande enigma. Você se vê, junto com os outros agentes e ela própria em um labirinto de pistas.

From Dusk Till Dawn ( Um Drink no Inferno )



Nota:

Essa série foi realmente dificil de classificar, foi dificil decidir se eu gostei e quanto eu gostei. O que fez assistir foi a menção a vampiros em alguma sinopse que eu li, ela foi tão bem elaborada que não me deixou nenhuma duvida e fui ver. Eu continuei assistindo mais por não saber se gostava do que por estar presa mas então veio a parte interessante, esses vampiros são bem ~ exóticos ~ na falta de uma palavra melhor e remonta a mitologias e simbologias da América Latina.


Mas se você gostou, no fim, porque não deu a nota máxima?
Bem, eu não terminei com a sensação que minha vida tinha acabado ou que o mundo precisava ver como aconteceu com outras coisas. Mas, sim, eu indico.

É uma adaptação do filme de 1996, os irmãos Gecko são perseguidos por Texas rangers após um assalto a banco e fogem rumo a fronteira com o México. A fuga termina num reduto disfarçado de strip club, um verdadeiro labirinto que mudará para sempre a vida deles e daqueles que foram carregados para lá no meio do caminho.


Jessica Jones


Nota:

Mais uma adaptação da Marvel feita pela Netflix, Jessica Jones vive como uma detetive particular em Hell’s Kitchen, NY, enquanto tenta superar traumas do passado e fugir deles. Porém as coisas podem não estar em seu devido lugar e ela vai descobrir isso.  


Confesso que conheci Jessica só pela série mesmo então vamos lá. Jessica Jones é sobre personagens fortes, cenas intensas e uma estória profunda. Sabe quando você é criança e seu heroi preferido é masculino e geralmente acha as personagens femininas muito chatas e entediantes? Eu te apresento Jessica Jones. A relação complexa entre Jessica, Kilgrave e todos que os rodeiam relativiza nossa percepção e faz com que você se obrigue a todo momento a realinhar seus conceitos; como se você - espectador - fosse mais uma vitima do vilão precisando ser guiado por Jessica.


Master of None


Nota:

A série se passa em torno de situações cotidianas e inusitadas ao redor de Dev e seus amigos, mostrando desde as coisas comuns e até algo corriqueiro que tomou um rumo bem inusitado. Dev é um ator e nós vemos ele tendo que lidar com sua vida pessoal e profissional em meio a diversos temas em um país estrangeiro, porém não é apenas mais um SitCom.

Master of None é um tapa na cara do espectador. Com um humor sadio politicamente correto e inteligente falando de racismo, imigração, sexualidade, entre outras coisas, a série causa uma reflexão séria dificilmente gerada por uma comédia. Sim, você vai rir - e também vai repensar suas atitudes em relação aos outros, à vida e a você.


Mr. Robot


Nota:

Durante o dia Elliot trabalha em uma empresa de segurança virtual e na horas vagas é um hacker, com um código de ética pessoal. Até que um grupo o convida para destruir aquilo que ele trabalha para proteger. Segundo seus princípios, ele tenta resistir a essa proposta e ao mesmo tempo acredita que esse alvo controla e destrói o mundo.  

E se você pudesse hackear o sistema capitalista democrático no qual vivemos atualmente quebrando-o para reestruturá-lo de forma mais justa? Como se isso fosse, metaforicamente, uma forma de libertar todos da Matrix. E se a escolha que essa possibilidade te trouxesse colocasse em xeque sua noção de moral, o senso de ética e invertesse a óptica - pela sua visão - da própria justiça? Mr. Robot vai inverter suas percepções da moralidade e justiça. Um arrependimento: não ter visto antes.


quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Saber Tanto Quanto o Personagem: Uma Imersão



Eu sempre gostei de estórias bem fechadas com começo, meio e fim. Todas as respostas nas nossas mãos, todos os nós dados, sem pontas soltas e uma coca, por favor moço. Para mim, se você vai contar algo que conte direito, eu era bem chata, não? Bem, essa visão mudou quando eu conheci The Walking Dead.

Você vai falar de The Walking Dead de novo?? / vou sim e se isso for um problema pode clicar ali no X da aba ._.



Muito bem, Rick acorda em um hospital e se vê em um mundo tomado por mortos vivos. Espera. Espera ai tio kirkman, tem algo muito errado nisso, está faltando algo aqui. Aqui ó, você não está me ouvindo né? Ele fatalmente não me ouviu e nunca soube que em sua HQ ficou faltando algumas páginas. Mas o que diabos aconteceu ali?? Como poderia ser normal você dizer que o mundo foi tomado por mortos vivos enquanto uma pessoa estava em coma sem explicar nada e todo mundo aceitar isso?

Mas tudo bem - não estava tudo bem, obviamente mas a vida continua né - a gente parte para os próximos quadrinhos, próximos episódios… Nós não sabemos o que acontece no mundo, sequer temos noticias de qualquer lugar através de artifícios do autor e a sensação de ~que diabos aconteceu naquela fenda temporal te persegue de uma forma bem incomoda.

Mas Fear…. - Não. Já falei sobre isso no outro post, me deixa continuar.

Só que de repente você percebe que esse desespero de não saber o que aconteceu é exatamente o mesmo do personagem e então te atinge em cheio a noção de como isso é genial, justamente o fato de não saber te proporciona os mesmos sentimentos do personagem. O mesmo desespero que ele, a mesma angustia que ele procurando sua família e depois o alivio de encontrar, a mesma confusão naquele mundo bizarramente transformado. Vocês passam pelas mesmas descobertas juntos e a visão de mundo do personagem se torna a sua. Pausa. Veja a genialidade, você entrou na mente dele, os olhos dele se tornaram os seus, a percepção de realidade dele se tornou a sua.

[spoiler] Eu acho que isso já caiu em conhecimento popular mas é bom usar a tag né. Bem, de repente eles descobrem que todos - tipo eu e você - já estão contaminados ou seja lá o que e só precisam morrer para virar walker e pense no quanto isso é desesperador e incrivelmente interessante. A essa altura que diferença faz você achar o paciente zero se não tem como curar as pessoas? Não tem como vacinar se não existe ninguém sem a “doença” para ser vacinado. É tão desalentador e caotico. Eu me lembro daquele momento na HQ da clássica frase “we are the walking dead” quando os personagens são tomados pelo choque de realidade que é de fato conviver com os mortos caminhando ao seu lado, assumindo esse mundo.[/spoiler]

Caminhar ao lado dos personagens - quase literalmente tamanha a sua imersão - até aqui, te proporciona uma sensação muito mais ampla e intensa quanto aos acontecimentos daquele universo. É um sentimento muito mais real e similar ao do personagem do que, se o autor te contasse seus segredos. Ele está te dizendo ~ eu quero que você experimente essas sensações, por isso nunca vou te contar como isso começou da mesma forma que os meus personagens não sabem, quero que você saiba tanto quanto eles e caminhe nesse mundo da mesma forma que eles, explore essa realidade da mesma forma que eles.

Chega a ser sedutor como de repente vira um enigma que não faz mais diferença ser desvendado, pelo menos partes dele, pelo menos para alguns de nós - sobre The Walking Dead, não me importa mais saber se existiu um paciente zero - se torna irrelevante esmiuçar todos os detalhes quando você pode entrar na mente do personagem e deixar fluir sob essa óptica.  

Há outros casos, mas esse foi de longe o mais marcante porque foi o que me fez mudar essa visão. Eu levei isso para minha escrita, porque eu percebi que não saber tudo me leva para dentro da narrativa de uma forma incrivelmente unica então passei a explorar isso convidando o leitor a caminhar ao lado dos meus personagens. Eu comecei a ver tudo de um jeito diferente e nunca mais questionei tanto as pontas soltas, claro depois de xingar - muito - o autor porque ninguém é de ferro né.